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Tratamento de água
 

      A captação da água é efetuada através de bombas instaladas no córrego  Gonzaguinha, mas nessa fase apresenta grande quantidade de impurezas,  bactérias e microorganismos que são nocivos à saúde humana, principalmente para  o consumo.

   
     Não se pode perder de vista que um Sistema de Abastecimento de Água deve  fornecer e garantir à população água de boa qualidade do ponto de vista físico,  químico, biológico e bacteriológico, sem impurezas prejudiciais à saúde. Para tanto, e  em função das características qualitativas da água fornecida pelos mananciais,  procede-se o tratamento da água em instalações denominadas genericamente de "Estações de Tratamento de Água - ETAs". As análises químicas e os exames físicos e bacteriológicos da água fornecida pelos mananciais abastecedores, realizados com freqüência desejável, determinarão a necessidade ou não de submeter essa água a processos corretivos, a fim da garantir a boa qualidade da água e a

segurança no abastecimento.

      O tratamento deverá ser efetuado quando for efetivamente comprovada a sua necessidade, sempre que a purificação for indispensável, e deverá compreender apenas os processos imprescindíveis à obtenção da qualidade desejada para fins de abastecimento público.

 

 

Laboratório de análise de água


     É importante salientar que a necessidade de tratamento e seus processos exigidos deverão ser determinados em função dos padrões de potabilidade internacionalmente aceitos para o abastecimento público e de resultados representativos de exames e análises, cobrindo um período razoável de tempo, para que não haja erros, pois as características qualitativas e quantitativas das águas dos mananciais variam sensivelmente no decorrer do ano, notadamente nas águas provenientes de mananciais superficiais.

     O tratamento da água pode ser feito para atender finalidades higiênicas, estéticas e econômicas. Para tal contam com processos de purificação como a aeração, coagulação e  floculação complementadas por processos de sedimentação e filtração. A desinfecção da água é efetuada na saída da Estação de Tratamento, por adição de produtos, tais como cloro, hipoclorito de cálcio, hipoclorito de sódio ou cal clorada.

     Existem outras formas de promover o tratamento da água como o contato da água com leitos de coque, pedra ou pedrisco; leitos de areia e carvão ativado para remoção de ferro, odor e sabor e para retenção de impurezas. Por outro lado a fluoretação é o método mais eficaz, prático e econômico para reduzir a incidência de cáries dentárias e melhorar a higiene da cavidade bucal, sendo uma prática recomendável nos sistemas brasileiros.

     As águas de superfície são as que mais necessitam de tratamento, com exceção das águas de nascentes que, com uma simples proteção das cabeceiras, podem ser consumidas sem perigo. As águas dos rios são satisfatórias desde que captadas em locais não sujeitos à contaminação.

     Comumente, as tradicionais Estações de Tratamento de Água - ETAs incorporam em seu processo as etapas básicas de coagulação, floculação, decantação, correção de pH, desinfecção e filtração.

COAGULAÇÃO


     Na coagulação a água é bombeada até um tanque onde se adicionam à água bruta produtos químicos chamados coagulantes e alcalinizantes, que provocam uma atração entre as impurezas em suspensão na água, formando pequenos flocos passíveis de serem separados na sedimentação ou na filtração.
Os coagulantes são compostos de alumínio ou ferro (sulfatos) geralmente capazes de produzir hidróxidos gelatinosos insolúveis e englobar as impurezas que, em conjunto com os alcalinizantes (compostos químicos que têm a capacidade de conferir alcalinidade necessária à água), como o hidróxido de cálcio (cal hidratada), hidróxido de sódio (soda cáustica) e o carbonato de sódio (barilha) e com consumo de energia elétrica associada ao preparo de soluções e processo de adição, propiciam a primeira etapa do processo de tratamento da água.
No SAAE de Promissão, a coagulação inicia-se a com a adição do poli-cloreto de Alumínio (coagulante) para a clarificação da água. O objetivo é transformar as impurezas suspensas na água em partículas finas (flocos).

 

Floculação

FLOCULAÇÃO
     A floculação é o processo continuado da coagulação e consiste na formação de flocos através da introdução de energia mecânica na massa líquida, a fim de favorecer o contato entre os colóides (partículas sólidas minúsculas) e permitir a sua aglutinação. Os floculadores são dotados de mecanismos de agitação e, desta forma, são divididos em hidráulicos e mecânicos.
     O processo de floculação do SAAE de Promissão promove a aglutinação de partículas já coaguladas facilitando o choque entre as mesmas devido à agitação lenta imposta ao escoamento da água. A formação de flocos das impurezas facilita a sedimentação sob ação da gravidade.
Os tipos mais comuns são: floculadores de eixo vertical e horizontal, floculadores com agitadores de paleta, floculadores com agitadores tipo hélice e floculadores com agitadores tipo turbina de fluxo axial.

Tanques de decantação

DECANTAÇÃO
     O processo seguinte é a decantação, fenômeno pelo qual os flocos mencionados no ítem anterior vão ficando mais pesados, tendendo a se depositar no fundo dos tanques decantadores sob a ação da gravidade, diminuindo sensivelmente a turbidez da água. A decantação pode ser simples quando empregados apenas tanques ou decantadores onde a água atravessa com baixa velocidade, ocasionando a deposição das partículas sólidas mais pesadas.
     A decantação com coagulantes, indicada para eliminar partículas finas e de difícil deposição, utiliza-se de produtos coadjuvantes como os polieletrólitos. O lodo decantado fica no fundo do decantador ou nos elementos facilitadores como as aletas, os condutos, as colméias, gerando a necessidade de limpeza periódica. Ou seja, é o processo pelo qual se verifica a deposição dos flocos que concentram as impurezas pela ação da gravidade dentro de um determinado tempo no fundo dos decantadores, promovendo, pouco a pouco, a sedimentação das partículas.

FILTRAÇÃO
     A filtração consiste na passagem da água por um filtro que retém os flocos que não sedimentaram, bem como as bactérias e demais impurezas em suspensão na água. Todo lodo produzido e armazenado no sistema de decantação necessita ser descartado, e isso ocorre pela ocasião da lavagem dos decantadores e filtros com bombas de alta pressão.
     Da mesma forma, no SAAE de Promissão, após a decantação, a água passa pelos filtros onde as partículas não sedimentadas ficarão retidas no leito filtrante. Este é constituído por camadas de carvão antracito e areia, os quais fazem a filtragem da água com o apoio de camadas de pedregulhos e cascalhos em tamanhos variados. Depois da água passar pelo leito filtrante é recolhida em um reservatório de água filtrada.  Periodicamente os filtros são lavados para remover as partículas retidas no leito filtrante, invertendo-se o fluxo da água.

Correção de pH
     Em consequência do tratamento executado, o pH da água sofre alterações. Por isso, o SAAE realiza, quando necessário, a correção do pH para neutralizar a acidez da água e proteger as tubulações contra a corrosão. Esta correção é realizada com adição de carbonato de sódio (Barrilha).

Tratamento da água com cloro e fluor

 

CLORAÇÃO
     Após efetuar o tratamento físico-químico da água deve-se desinfetá-la, isto é, eliminar os organismos patogênico. O desinfetante mais usado é o cloro ou seus compostos, apesar de ser possível a desinfecção por ozônio, raios ultravioleta e peróxido de hidrogênio (água oxigenada), por exercer ação eficaz sobre as bactérias na água.
     No SAAE de Promissão o processo utilizado é a cloração que consiste na aplicação do cloro para eliminar os microorganismos remanescentes do tratamento. A dosagem deve ser suficiente para garantir a potabilidade da água em toda a extensão da rede de distribuição, mantendo, assim, um teor residual de cloro de acordo com a legislação.
O cloro, na dosagem requerida para desinfecção, não é nocivo ao homem. É econômico e não altera as qualidades da água, além de fácil utilização, pois existem dosadores de vários tipos para regularizar a quantidade. A cal hidratada, que é também utilizada para corrigir a acidez da água e cloro, tem a propriedade de eliminar as bactérias que ainda conseguiram passar pelos filtros.

FLUORETAÇÃO
     A fluoretação completa o tratamento com a adição de sal de flúor à água para prevenir a cárie infantil (ácido fluorssilícico com teor de flúor de 0,7 mg/l). Inclusive essa fase é prevista pela Portaria no 635/75 do Ministério da Saúde.
Outras formas de tratamento da água, embora sejam menos frequentes, são abrandamento, adsorção, aeração, oxidação, tratamento com membranas e troca iônica.

4- Reservatórios de água
     Após o tratamento, a água segue para a distribuição à população, ou então, para a reservação estratégica em reservatórios de água tratada. Os reservatórios podem ser apoiados (ao nível do terreno, enterrados ou semi-enterrados) ou elevados (torres de água). Os apoiados são mais econômicos e os mais adotados desde que as condições topográficas sejam propícias. Os reservatórios elevados estão numa estrutura de sustentação e são empregados, sobretudo, quando há necessidade de aumentar a pressão em conseqüência de condições topográficas. Os standpipes são reservatórios de grande diâmetro, assentados verticalmente sobre o terreno e seu objetivo é a equalização da pressão na rede.
Por isso, os reservatórios podem exercer o papel estratégico de reserva de água tratada, com capacidade suficiente para armazenar um terço do consumo diário correspondente aos setores por eles abastecidos permite a continuidade da operação de abastecimento.

Reservatórios de água na ETA

     No processo de abastecimento os reservatórios têm como principais funções operar como reguladores da distribuição, atendendo à variação horária do consumo, assegurando uma reserva d'água para combate a incêndios, mantendo uma reserva para atender a condições de emergência (acidentes ou reparos nas instalações), atender à demanda no caso de interrupções de energia elétrica (blecaute) e a manutenção de pressões na rede distribuidora. Os reservatórios podem assumir o papel de simples reservação ou pulmão de passagem.
     Geralmente os reservatórios demandam controle de nível a fim de mantê-los cheios de forma a não extravasarem. Os sistemas mais comuns são os de bóia ligados a sinaleiros ou a controles elétrico-eletrônicos de comando das bombas que os abastecem. Sistemas como o de telemetria ou sistemas do tipo "scada - aquisição de dados" poderão ser utilizados para esta finalidade.

 

 

 
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